07/07/2026

do limão, limonada

bom dia. a vida sempre vai trazer desafios e episódios que parecem desfavoráveis. nessas horas, não se esqueça que o poder de escolher como reagir ao que te acontece é sempre seu. avante!

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TERÇA-FEIRA, 7 DE JULHO DE 2026
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DO EDITOR

Ontem, sem qualquer aviso prévio, o Instagram desativou a nossa conta por lá. Não sabemos se foi algum concorrente invejoso que orquestrou algum ataque, se foi um hacker infeliz ou um mero “acaso” do início do período eleitoral.

Como o suporte deles é patético e o CEO ainda não é amigo do Zuck, seguimos sem qualquer acesso ou resposta — e vamos usando o X e o TikTok.

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QUICK TAKES
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MUNDO

Hamas entregou as chaves de Gaza

(Imagem: Mahmud Hams | Agence France-Presse | Getty Images)

Depois de quase duas décadas no comando da Faixa de Gaza, o Hamas decidiu que era hora de se despedir. O grupo anunciou a dissolução do órgão que administrava o território desde 2007.

Como funcionava esse governo? O Hamas era como um “Estado” dentro de Gaza. Eles controlavam desde a coleta de lixo e a segurança pública até escolas, hospitais e arrecadação de impostos.

Agora, o chefe desse governo renunciou e o comando da administração pública foi entregue para um comitê de tecnocratas — chamado de NCAG.

  • Esse comitê foi criado pelo "Conselho de Paz" instituído por Donald Trump durante as negociações do cessar-fogo em outubro de 2025. Ele conta com profissionais e especialistas que não são considerados políticos de carreira.

Por enquanto, para que serviços básicos não colapsem, os funcionários técnicos de hospitais e outros cargos de acessibilidade — que fazem parte do comitê — continuam trabalhando.

O episódio pode marcar um novo capítulo na guerra?

Oficialmente, o Hamas diz que está saindo de cena para aliviar a crise humanitária e tirar de Israel o "pretexto político" para manter os ataques e o bloqueio econômico.

Acontece que para Israel, o ponto principal segue sendo o desarmamento do grupo. O Hamas se recusa a entregar o seu arsenal militar e Netanyahu não aceita que eles continuem assim. Como ninguém cede, o impasse deve continuar.

Bottom-line: O governo americano se pronunciou no X, seguindo o pensamento israelense, dizendo que o fundamental para a transição é o de "uma única autoridade, uma única lei e uma única arma". Ou seja, exigem que o comitê assuma o controle de todas as armas em circulação no território.

BRASIL

A guerra das tarifas está de volta

(Imagem: Reprodução X | Eduardo Bolsonaro)

Ontem começaram as audiências públicas para discutir as novas tarifas propostas pelos EUA ao Brasil. Hoje, no segundo e último dia, representantes do governo federal estão novamente presentes como observadores e o pré-candidato Flávio Bolsonaro discursará no evento.

Qual a tarifa da vez? O Escritório de Comércio americano propôs tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras. A justificativa é que o Brasil adotou práticas que prejudicam o comércio estadounidense, como o PIX e o desmatamento ilegal.

👉 Do lado de Flávio, o discurso deve defender o PIX, pedir a suspensão das tarifas enquanto os dois países negociam e argumentar que a medida seria prejudicial para ambos. Para o senador, o receio é que o tarifaço seja uma vitória para Lula, transformando em disputa eleitoral.

👉 Do outro lado, Lula também fala em desvantagem comercial para ambos, mas acredita que as audiências não são o ambiente adequado para negociações reais. O Palácio do Planalto vem realizando conversas técnicas com representantes dos EUA para discutir o tema.

A avaliação do Governo Federal é que a recomendação das medidas feita pelo órgão americano possui caráter político. Por esse motivo, não acreditam na reversão total das tarifas, apenas em diminuições ou exceções para alguns produtos.

A audiência tem caráter consultivo e serve apenas para o governo americano reunir informações para tomar sua decisão final. O prazo para um acordo é até o dia 15 de julho.

🇧🇷 Ainda nessa relação… O chanceler Mauro Vieira, admitiu temer um ataque militar dos EUA ao Brasil pela classificação do CV e do PCC como organizações terroristas.

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O escritório ganhou um upgrade… ☕

Todo brasileiro ama um cafezinho. Aqui no the news, então, ele faz parte da nossa essência — e se tornou um estilo de vida.

A pausa do café é uma oportunidade de se conectar e criar momentos que ficam com quem divide o dia com a gente.

Inclusive, desde que a Oster chegou no escritório, todo mundo virou barista: em um toque, ela mói os grãos frescos, dosa e extrai o espresso com precisão profissional.

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TECNOLOGIA

O que shampoos e cookies têm em comum?

(Imagem: Reprodução | Gemini)

A resposta seria… nada. Mas shampoos e cookies passaram a dividir um ingrediente em comum, a inteligência artificial. Gigantes como L'Oréal e Mondelez estão usando a tecnologia para reinventar produtos que estão no nosso dia a dia.

Na L’Oréal, a AI entrou no laboratório há quatro anos e hoje ajuda a prever como novas substâncias vão reagir na pele e no cabelo. O resultado é uma formulação até 4x mais rápida do que antes.

  • Um dos casos mais recentes foi pegar moléculas usadas em cremes para a pele e reaproveitá-las num shampoo com colágeno, para dar mais volume aos fios.

No outro corredor do mercado, a Mondelez aposta na mesma lógica. A dona da Oreo usa uma ferramenta de AI para sugerir receitas — foi assim que nasceu o Golden Oreo sem glúten. Na categoria de biscoitos, 60% das receitas desenvolvidas com a ferramenta tiveram melhor desempenho em nutrição, sustentabilidade e custo.

O motivo por trás da pressa é duplo. Empresas de bens de consumo precisam cortar custos, ao mesmo tempo em que o gosto do consumidor muda com velocidade cada vez maior — e a AI virou o atalho para dar conta dos dois lados dessa equação.

Olhando além das embalagens: Esses testes de laboratório movimentam um mercado bilionário, a projeção é que o setor de AI aplicada a alimentos e bebidas salte de US$ 10 bilhões para mais de US$ 50 bilhões até 2030.

TENDÊNCIAS

As festas da gen Z estão mais parecidas com cultos do que com baladas?

(Imagem: CNN | Reprodução)

Uma nova tendência está atraindo multidões de jovens na Índia. Eventos que parecem festivais, com telões de LED e máquinas de fumaça mas com uma proposta diferente: cânticos hindus tradicionais substituem as músicas de balada.

Uma dose de contexto: Os "bhajans" são músicas devocionais tradicionalmente cantados em templos e procissões gratuitamente. A novidade agora é o formato. As mesmas canções são escutadas em shows pagos e grandes arenas.

E a ideia pegou. O mercado espiritual e religioso indiano — que inclui esse tipo de evento — foi avaliado em cerca de US$ 58 bilhões apenas no ano passado, com projeção de crescimento ainda maior na próxima década.

O fenômeno é a versão indiana de um movimento mais amplo entre a Geração Z, as famosas coffee parties que já crescem na Europa e nos EUA. Nessas baladas, geralmente matinais, o álcool e a noite são substituídos por música eletrônica e bebidas à base de café.

  • Qual a relevância? A geração Z já é conhecida como a mais saudável dos últimos tempos. Para se ter uma ideia, a parcela de adultos que consome álcool caiu para 54%, a mais baixa em 90 anos.

Os organizadores do evento afirmaram que o público é majoritariamente jovem — em grande parte universitários e profissionais no início de carreira. O país tem a idade média de 29 anos, um dos mais jovens do mundo.

Agora, festas semelhantes já se espalham por outras cidades. Além disso, versões do formato começam a surgir na Austrália, nos Estados Unidos e no Reino Unido.

APRESENTADO POR WEALTH MONEY

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A diferença não é sorte: é que ele não ficou apenas no CDI, o investimento mais popular do Brasil.

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*Operações P2P envolvem riscos. Rentabilidade passada não garante resultados futuros.

ECONOMIA

Os hermanos estão enxergando oportunidade no Brasil

(Imagem: Ricardo Ceppi | Getty Images)

Não é novidade que os argentinos passaram por perrengues econômicos nos últimos tempos. Devido ao seu momento atual, a Argentina vem criando condições para que os empresários invistam por aqui.

Mas como isso está acontecendo? Atualmente, a inflação na Argentina é maior do que a taxa de juros do país. Isso significa que:

Quando um empresário argentino pega um empréstimo, ele vai pagar de volta um valor em pesos maior do que pegou emprestado — mas, como a inflação desvaloriza a moeda mais rápido do que os juros crescem, o valor real da dívida acaba sendo menor.

Ao mesmo tempo em que a inflação desvaloriza o peso, o dinheiro argentino está mais estável. Para se ter ideia, a cotação de hoje (1.500 pesos para 1 dólar) é a mesma de setembro de 2025.

Esse conjunto de fatores torna o investimento no Brasil mais propício. Talvez os exemplos não sejam tão conhecidos, mas são relevantes:

  • Cocos Capital, fintech argentina: Comprou a maior parte dos ativos de uma corretora com R$ 20 bilhões em custódia.

  • Família Mindlin: Assumiu o controle da terceira maior cimenteira do país.

  • Criação da Waiken ILW: Uma holding do setor de mídia que pretende investir até US$ 450 milhões no Brasil até 2031.

No fundo, essas negociações podem representar mais do que atividades pontuais e serem uma tendência de capital argentino chegando em terras brasileiras.

OPINIÃO DO LEITOR

Alguns votos + comentários de leitores sobre a edição de ontem:

(Imparcial) As notícias continuam imparciais, mas essa regra não se aplica ao falar da copa? Mais especificamente dos jogos do Brasil?

(Esquerda) Sinto uma tendência de apoio à esquerda porém o conteúdo geral é bem interessante. Gostaria que focassem mais sobre os resultados mais importantes e impactantes do governo brasileiro e do mundo.

(Direita) O que me incomoda e me faz querer cancelar minha assinatura do The News é justamente um viés levemente de direita, a escolha das notícias e da abordagem. Não existe imparcialidade e ser de esquerda é uma questão de caráter e de esclarecimento para a população, uma vez que vivemos em um sistema que nos manipula o tempo todo, a verdade por si só já é “de esquerda”. Ainda assim, esse viés não é gritante e o jornal é muito prático de ler, bem escrito e bem organizado. Enquanto não aparecer nada antiético e absurdamente manipulatório de direita (como de costume), sigo assinando.

(EXTRA) Achei muito parcial pra Noruega! (Acompanho sempre, vocês me fizeram largar o café com açucar, agora sou mais feliz e saudável).

Vote abaixo e comente em seguida. Sempre lemos todos.

Na sua visão, a edição de hoje foi imparcial?

RODAPÉ

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