- the news
- Posts
- 09/06/2026
09/06/2026

por partes
bom dia. a solução para um problema complicado pode ser resolver um problema menor primeiro. quando a resposta não é óbvia, a clareza costuma vir em etapas.
….
TERÇA-FEIRA, 09 DE JUNHO DE 2026
….
QUICK TAKES
….
NA EDIÇÃO DE HOJE
🇵🇪 Eleições no Peru marcam disputa acirrada entre direita e esquerda
✈️ Setor áreo enfrenta dificuldades e tem rotas cortadas no Brasil
🤖 Governo americano quer uma fatia das principais empresas de AI do planeta
🌾 O novo plano de autossuficiência chinesa que pode complicar o agro brasileiro
📱 Uma das principais empresas de celulares está entrando no mundo militar
🎙️ Sem tempo para ler? Ouça o podcast da edição de hoje.
☕ Quer tomar o café oficial do the news? Experimente aqui o Little Bean.
….
MUNDO
A eleição mais acirrada da América Latina

(Foto: Martin Mejia | AP)
Voto a voto… O Peru foi às urnas para escolher seu novo presidente, em uma disputa pra lá de acirrada. Com quase 97,5% das urnas apuradas, o candidato Roberto Sánchez registrava 50,1% dos votos, enquanto Keiko Fujimori tinha 49,9%.
Contextualizando: O país trocou de presidente 9 vezes nos últimos 10 anos, por renúncias, impeachments e cassações. Nesta eleição, foram 35 candidatos, o recorde do país. A cédula de votação era maior que uma caixa de pizza.
Representando a esquerda, o candidato Roberto Sánchez conseguiu uma virada nas áreas rurais. Entre suas propostas estão convocar uma Assembleia Constituinte e fazer uma reforma judicial, com juízes e promotores eleitos pelo voto popular.
Já Keiko Fujimori assumiu o posto de primeira-dama do país em 1994, após o divórcio de seus pais, com apenas 19 anos. Aos 51, ela disputa a presidência pela quarta vez. Seguindo o estilo conservador do pai, a candidata propõe bloquear sinais de celular em cadeias e ampliar unidades de prisão.
O que está por trás?
Com a vitória, seja de quem for, a América do Sul terá um desempate, passando a ter 7 países governados por um espectro político, contra 6 governados pelo outro.
Se a esquerda vencer, a virada é histórica porque é a primeira vez desde 2024 que um partido de esquerda vence uma eleição presidencial na região.
Se a direita vencer, a virada é histórica porque continua o movimento de guinada à direita de diferentes países latinos, puxada por Javier Milei.
A dinâmica funciona como um termômetro direto para o cenário político latino, que também pode refletir aqui no Brasil. Lembre-se que teremos uma das eleições mais polarizadas do país pela frente.
BRASIL
Como tem sido o voo do setor aéreo no Brasil?

(Imagem: Latam)
Com turbulência. A associação internacional responsável pelo setor divulgou uma queda de quase 10% do total de trajetos aéreos no Brasil entre 2019 e 2025.
Apesar do número de passageiros ter aumentado 4% no período, a menor quantidade de rotas significa menos ofertas e, consequentemente, maior preço de passagens.
A diminuição de trajetos reforça uma dificuldade que as companhias aéreas têm tido por aqui. Em 2015, o país registrava 0,47 voo per capita, enquanto hoje em dia é de 0,50 — ficando abaixo da média de 0,68 da América Latina.
O atual contexto não é nada animador…
🛢️Petróleo: O combustível é responsável por cerca de 40% dos custos operacionais das companhias aéreas e a alta dos preços do barril tem pressionado o setor, com uma expectativa de queda de 50% nos lucros anuais.
💰 Impostos: O presidente da associação internacional apontou que a nova reforma tributária em fase de transição pode aumentar o preço das passagens no Brasil.
Estima-se que o valor médio das passagens nacionais deve saltar de US$ 130 para US$ 160, enquanto a média dos bilhetes internacionais deverá sair de US$ 740 para US$ 935.
Em abril, o Ministério da Fazenda afirmou que o setor também terá benefícios fiscais e que não é possível fazer estimativas sem levar esses incentivos em consideração. De qualquer modo, as empresas vão precisar de força para decolar.
Stat: Um outro fator de dificuldade das companhias áreas no Brasil são as quantidades de processos que os passageiros movem contras elas. Por aqui, há 1 processo a cada 277 passageiros. Nos EUA, o número é de 1 processo para cada 1,2 milhão.
UMA MENSAGEM DO TIME
O dia em que entendi como se joga o jogo da vida
Você provavelmente já sentiu o frio na barriga de começar algo novo. O medo de estar fazendo alguma coisa errada. A sensação de que tem uma peça faltando.
Em geral, é assim que começa quase tudo que importa.
Uma empresa. Um projeto. Uma mudança de carreira. Uma decisão difícil. Uma vida minimamente parecida com a que você imaginou para si.
No meio desse processo, com pouca direção, a gente vai aprendendo algumas regras do jogo. E, se tem uma coisa que aprendemos construindo o the news, é essa: nada se constrói sozinho.
Muito do que construímos até aqui nasceu de boas conversas. Algumas difíceis. Outras improváveis. Outras tão boas que saímos delas melhores do que entramos.
No ano passado, várias delas aconteceram no seis&seis.
O Bernardinho falou sobre a mentalidade necessária para chegar onde queremos chegar. O João Branco mostrou que o melhor marketing é sobre fazer as pessoas sentirem. O Luis Justo lembrou que grandes oportunidades estão em grandes insatisfações. E a Carol, leitora que conhecemos por lá, hoje faz parte do nosso time.
Uma conversa puxando outra. Gente interessante encontrando gente curiosa. É assim que vamos entendendo o jogo da vida: uma série de conexões enquanto estamos em movimento.
Para isso, é necessário estar perto de pessoas que fazem você pensar melhor. E em ambientes que sobem a régua. Porque ambientes influenciam. Muito.
É por isso que o seis&seis, volta em agosto, em São Paulo. Um encontro para quem escolhe ser mais inteligente todos os dias. Um dia inteiro com algumas das pessoas mais relevantes do mercado — muitas delas lendo essa newsletter agora, assim como você.
Criamos o Yellow Lote: nosso lote no escuro, feito para quem acredita no the news e no tipo de conversa que gostamos de colocar de pé. É limitado.
Se você se conecta com o que falamos, clique aqui para garantir seu lugar.
A gente se vê em agosto.
NEGÓCIOS
O novo sócio da OpenAI pode ser o Tio Sam? 🇺🇸

(Imagem: Jim Watson | AFP | Getty Images)
O governo Trump está avaliando a participação acionária do Estado Americano na OpenAI, a criadora do ChatGPT — avaliada em US$ 850 bilhões.
O próprio presidente confirmou conversas para que o "povo americano se torne parceiro das empresas de AI", o que se alinha aos planos do CEO Sam Altman de criar um Fundo de Riqueza Pública para distribuir lucros da tecnologia diretamente aos cidadãos.
Ao que parece, a ideia do presidente é que as empresas contribuam com 1% a 5% das suas ações para um fundo soberano dos EUA, o que faria o governo ter parte dos dividendos das companhias.
Em paralelo, o senador americano, Bernie Sanders, pede que as empresas sejam obrigadas a cederem 50% de suas ações a um fundo soberano, dando direito ao governo dos EUA participar de seus conselhos administrativos.
Falando na OpenAI…
Toda essa movimentação política acontece em meio aos rumores de listagem de IPO da empresa. No fim do dia de ontem, a startup disse em nota que deu o primeiro passo formal para protocolar o seu pedido de Oferta Pública Inicial.
Em paralelo, Altman corre contra o tempo para transformar o chatbot em um superapp corporativo, focando em ferramentas de programação e agentes autônomos de AI que resolvem tarefas complexas sozinhos — deixando de lado recursos como compras internas e gerador de vídeos.
💵 Se você gostou dessa história, clique aqui para se inscrever no the news money e aprofundar nela.
TECNOLOGIA
Hello, Moto? A dona do slogan agora intercepta drones

(Imagem: Reuters)
Se você era um adolescente nos anos 2000, deve lembrar do famoso celular abre e fecha da Motorola. Quase 30 anos depois, a marca por trás da febre, decidiu brilhar em um mercado totalmente diferente: a interceptação de drones.
Um contexto… Em 2011, a empresa se dividiu em duas frentes. A primeira, chamada de Mobility ficou com os celulares — comandando mais de 50% do setor nos EUA. Já a outra, a Solutions, ficou com a parte corporativa, segurança pública e defesa.
Foi exatamente essa segunda frente que anunciou a compra da startup israelense D-Fend Solutions por US$ 1,5 bilhão. O foco agora passa a ser neutralizar drones hostis pelo mundo.
A tecnologia da D-Fend é diferente das tradicionais. Em vez de explodir ou apenas bloquear o sinal do drone, o sistema deles — EnforceAir — assume o controle da aeronave via ondas de rádio e faz um pouso seguro.
O negócio é tão grande que já é usado por mais de 30 países, incluindo órgãos de defesa dos EUA e membros da Otan.
Por que agora? A ameaça de drones deixou de ser coisa só de campo de batalha. Aeroportos, data centers, refinarias e redes de energia viraram alvos em potencial — e governos do mundo inteiro começaram a abrir o cofre para se proteger.
O mercado global de tecnologias antidrones foi avaliado em US$ 2,47 bilhões em 2026 e pode chegar a US$ 8,42 bilhões até 2031.
Zoom out: A parceria vem em um bom momento. A D-Fend tem crescido mais de 50% ao ano nos últimos três anos e deve gerar cerca de US$ 185 milhões em receita em 2026.
APRESENTADO POR ADAPTA
Esse PDF deixa qualquer IA mais inteligente 👇
Você não precisa estudar IA para usá-la de maneira profissional. Basta anexar este PDF na sua conversa para ativar 3 mudanças:
Responsabilidade Extrema: acaba com as alucinações da IA.
Anti-bajulação: ela para de concordar com tudo e questiona ideias ruins.
Cadeia de Pensamento: obriga a IA a planejar, raciocinar e resolver problemas por etapas.
E o melhor de tudo: esse PDF é grátis e você pode baixar sua cópia clicando aqui.
ECONOMIA
O agro da China não quer mais falar português

(Imagem: Florence Lo | Reuters)
Os chineses são um dos principais compradores do agronegócio brasileiro, ficando com 71% das exportações de soja e 54% da carne bovina. Apesar dessa parceria, o seu plano de desenvolvimento recém-divulgado indicou que os rumos podem mudar de direção.
Na prática, o país elevou o nível de importância da segurança alimentar e quer reverter um déficit comercial agrícola de US$ 124 bilhões.
Mas como ela vai fazer isso? A gigante asiática está aplicando no campo a mesma estratégia que usou em outros setores, como o de carros elétricos: liberando grandes incentivos fiscais tanto para empresas como para consumidores.
O Brasil que se cuide… Nesse cenário, a economia brasileira perderia demanda de um dos seus maiores compradores e teria um dos motores da sua economia fortemente prejudicados. Para se ter ideia:
A projeção é que a demanda chinesa por importação de soja caia 25% até 2030, representando um corte de 23,5 milhões de toneladas. Proteínas alternativas estão projetadas para atender de 35% a 55% da demanda doméstica chinesa por carne até 2050. Por outro lado, a China reconhece que a autossuficiência completa é impossível pela escassez de terra e água, buscando com essa iniciativa uma dependência segura com maior diversificação e inovação. | ![]() (Imagem: Folha de S. Paulo) |
Nesse novo cenário de crescimento e limitação, o agronegócio brasileiro ainda é considerado uma garantia de curto prazo, enquanto o agronegócio dos EUA — outro importante parceiro comercial da China — é visto como uma moeda de troca política.
APRESENTADO POR REVOLUT
Valendo 5.000 milhas: qual a cor do carro do Gabriel Bortoleto?
Responda aqui. Se você lembrou, provavelmente acompanhou o GP de Mônaco nesse final de semana, em que Bortoleto carregou o selo de uma engenharia financeira desenhada sob medida para quem vive um lifestyle global. O Revolut Ultra é o cartão de metal com salas VIPs ilimitadas e até 3 pontos por dólar gasto. 👉 Ao abrir a sua conta, você garante 5.000 milhas. Mas é por tempo limitado.
PARA NÃO FICAR POR FORA
OPINIÃO DO LEITOR
Alguns votos + comentários de leitores sobre a edição de ontem:
(Imparcial) Ler essa newsletter pra mim é tipo assistir um filme no cinema, e os comentários do final são como as opiniões surgindo entre os créditos e o corredor de saída. Não sei quem teve essa ideia de termômetro da imparcialidade, mas foi uma das melhores decisões que vocês tomaram.
(Esquerda) Apoio velado ao fim da escala 6x1. Que é um grande retrocesso para o país.
(Direita) O jeito em que abordam o caso Vorcaro é totalmente tendencioso. A família Bolsonaro nem ao menos é citada.
(EXTRA) Não entendo a pessoa que lê todos os dias uma news letter sobre as principais notícias do Brasil e do mundo reclamando que o The News coloca matéria sobre economia, moedas e bolsa de valores. Você esperava ler o que? Notícias sobre o Mundo da Xuxa ou o show do Patati Patatá?!?
Na sua visão, a edição de hoje foi imparcial?
QUEM SOMOS
the news
Mais inteligente em 5 minutos. Somos um jornal gratuito e diário, que tem por objetivo te trazer tudo que você precisa saber para começar o seu dia bem e informado.
Notícias, de fato, relevantes sobre as principais atualidades do mundo, do Brasil, tecnologia e do mercado financeiro, sempre nessa ordem.
Direto na sua caixa de entrada do e-mail favorito, sempre às 06:06. É gratuito, mas pode viciar.
até amanhã!
powered by






