SUNDAY'S EDITION (18/01)

Bom dia! Ninguém começa bem toda semana. O que faz diferença não é a empolgação de domingo, é a decisão silenciosa de continuar mesmo quando ela não aparece.

Se hoje der pra alinhar uma coisa só, já está ótimo. O resto a gente constrói andando. Bom domingo!

BIG STORY

A nova ordem do prato americano

O que você comeu no café da manhã hoje? Talvez uma fatia de pão, ovos mexidos e um copo de suco de laranja.

Provavelmente, desde sempre, são esses alimentos — com pequenas variações — que você associa à primeira refeição do dia.

E não só você. Milhões de mesas ao redor do mundo repetem esse mesmo ritual diariamente, de São Paulo a Buenos Aires, de Londres a Joanesburgo.

O que quase ninguém percebe é que esse cardápio não surgiu de forma espontânea. Ele foi desenhado, promovido e exportado pelos Estados Unidos ao longo do século 20, junto com uma ideia específica de saúde, nutrição e estilo de vida.

Agora, décadas depois, o próprio país que ensinou o mundo a comer deu um passo para trás: o governo americano admitiu que a base da sua pirâmide alimentar estava errada.

As novas diretrizes

As Dietary Guidelines for Americans 2025–2030 marcam uma inflexão histórica. Impulsionadas pelo movimento Make America Healthy Again (MAHA) e pela nova liderança do Departamento de Saúde, as diretrizes abandonam conceitos que foram tratados como dogmas desde os anos 1980, especialmente a obsessão por dietas low-fat e o protagonismo de carboidratos refinados.

A mensagem agora é direta e simples: coma comida de verdade.

Sai o foco obsessivo em reduzir gordura. Entra a ênfase em proteína adequada, fibras, alimentos minimamente processados e densidade nutricional.

Carnes, ovos, peixes, laticínios e leguminosas voltam ao centro do prato — não como vilões, mas como aliados da saciedade, da saúde metabólica e da preservação muscular.

Não é coincidência. Segundo o U.S. News & World Report, 69% dos especialistas em saúde apontam padrões alimentares baseados em alimentos integrais — como a dieta mediterrânea — como os mais eficazes para prevenir doenças crônicas em 2026.

  • O consenso também é claro em outro ponto: aumentar a ingestão de fibras é hoje considerada a estratégia nutricional mais importante para reduzir o risco de doenças metabólicas.

Além das diretrizes…

Somado a mudança, você deve se deparar com outro fenômeno nas prateleiras: o mundo ficou obcecado por proteínas. 

O que antes era restrito ao público das academias, agora está em todo lugar: de cereais matinais e sorvetes a águas fortificadas.

Com o aumento anual do consumo nos EUA, o mercado de alimentos fortificados com proteína deve ultrapassar os US$ 100 bilhões até 2030 — sim, você leu certo.

(Imagem: Self)

No entanto, especialistas pedem cautela. Embora as novas diretrizes recomendem um aumento na ingestão (subindo de 0,8g para até 1,6g por quilo de peso corporal), nem toda proteína "de prateleira" é igual.

Muitas vezes, o selo "high protein" serve apenas como um "escudo de saúde" para esconder produtos que continuam ultraprocessados e carregados de aditivos.

É justamente para combater esse descompasso entre o marketing da indústria e a saúde real que o cenário político entrou em campo.

O movimento maior: ‘‘Make America Healthy Again’’

Essa mudança nas regras do jogo surge sob a bandeira do movimento MAHA (Make America Healthy Again). O contexto é de urgência: custos de saúde fora de controle e uma população em que 76% dos adultos convivem com pelo menos uma condição crônica, segundo dados recentes dos EUA.

Só que o impacto vai além do prato… Quando os americanos mudam, a indústria global reage. É um efeito dominó que atravessa fronteiras:

-Se os EUA reduzem açúcar, marcas reformulam receitas.
-Se o consumo de ultraprocessados cai, cadeias inteiras de produção se ajustam para não perder valor de mercado.

Há também um símbolo curioso dessa influência cultural: o famoso bacon com ovos no café da manhã. A combinação, hoje vista como “tradicional”, foi resultado direto de campanhas da indústria nos anos 1920, que associaram proteína animal à força, produtividade e masculinidade.

Agora, quase um século depois, a ciência volta a defender a importância da proteína — mas sem o marketing.

E o Brasil, nessa história?

Enquanto os EUA revisam suas diretrizes, o Brasil ocupa uma posição técnica de vanguarda, mas enfrenta desafios práticos semelhantes.

O Guia Alimentar para a População Brasileira, publicado em 2014, já é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um dos mais avançados do mundo.

Diferente do modelo americano antigo, focado em nutrientes isolados (gorduras vs. carboidratos), o guia brasileiro introduziu a Classificação NOVA, que separa os alimentos pelo nível de processamento.

Embora o guia brasileiro tenha se tornado uma referência internacional, sua implementação no mercado interno é marcada por um intenso debate entre órgãos de saúde e a indústria de alimentos, que questiona o rigor da classificação de ultraprocessados.

A mudança de postura em Washington, portanto, sinaliza um alinhamento global de diretrizes. O que antes era um ponto de divergência entre o modelo brasileiro e o americano agora caminha para um consenso institucional sobre a necessidade de priorizar alimentos in natura.

MANCHETES DO DIA
APRESENTADO POR LITTLE BEAN

Seu hábito das 06:06 pode ir além da leitura

(Imagem: GIPHY/Reprodução)

Pesquisas recentes indicam que concentrar o consumo de café pela manhã está associado a mais benefícios à saúde e a uma resposta mais equilibrada do organismo ao longo do dia. Não por acaso, é nesse momento que escolhas mais estratégicas entram na rotina, como começar o dia lendo o the news.

Bons hábitos se somam. Por isso, o the news tem um café para acompanhar sua leitura: com grãos puros, torrados na medida certa e, por isso, naturalmente doces — o Little Bean. Café bom e fácil de escolher, ainda mais com essas condições: até 19/01, frete grátis pra todo o 🇧🇷 e, a partir de 3 cafés, você ganha uma caneca. 👉 Aproveite.

SAÚDE

Você acorda, levanta e, antes mesmo do café, cumpre o novo ritual: checar os dados do seu smartwatch.

Quantas horas dormi? Qual meu nível de estresse? Quantos passos dei? O que começou como um auxílio para o treino transformou nossa biologia em uma planilha de Excel.

A pergunta que fica é: estamos cuidando da saúde ou apenas quantificando a ansiedade?

Para muitos, o relógio é um motivador implacável. É a "gamificação" do bem-estar: trocamos a taça de vinho ou a série da madrugada por 15 minutos de repouso extra apenas para ver a pontuação subir.

O problema surge quando o dispositivo deixa de ser guia e passa a ser juiz. Especialistas alertam para a ironia, a hiperfixação nas métricas pode, por si só, elevar a pressão e arruinar o sono que o aparelho deveria proteger.

  • É o ciclo vicioso dos wearables: você se estressa porque o relógio diz que você está estressado.

Essa confiança cega nos algoritmos nos desconecta da autopercepção. Precisamos mesmo de uma notificação para saber que estamos exaustos?

Ao terceirizar o bem-estar para sensores, corremos o risco de ignorar o corpo em favor do dashboard. A tecnologia é fascinante e salva vidas, mas para o usuário comum, o maior benefício de um dispositivo inteligente pode ser, ocasionalmente, saber a hora de tirá-lo.

TO TRAVEL WITH LATAM AIRLINES

Destinos com vistas de tirar o fôlego

As praias pelo litoral de SP e RJ têm seu valor. E, dependendo de onde você se hospeda, essa “escapada” rende milhas pra sua próxima viagem de avião.

Isso porque a LATAM, em parceria com a Booking, oferece hospedagens com acúmulo de milhas. Em LATAM.com, você reserva seu hotel mesmo que não vá viajar de avião e, durante a Mega Promo, esse acúmulo é turbinado.

São 10 Milhas LATAM Pass + 6 Pontos Qualificáveis por dólar gasto, além de descontos a partir de 15% comprando pelo site.

Alguns exemplos de destinos para encaixar:

🏖️ Ubatuba (SP): Praia, estrada curta e reset mental.

🌴 Ilhabela (SP): Clima de ilha, mar azul e sensação de férias de verdade.

☀️ Búzios (RJ): Charmosa, caminhável e perfeita pra um fim de semana.

🌊 Angra dos Reis (RJ): Resort, descanso, sombra e água fresca.

🏛️ Paraty (RJ): História, boa comida e hospedagens ótimas.

E muitos outros.

No fim, a lógica é: se você já vai se hospedar, por que não fazer isso trabalhar a favor da sua próxima viagem? Veja aqui as hospedagens para acumular milhas extras e conseguir usá-las no seu próximo destino.

TO CLICK
PERGUNTA DO TIME

Dizem que memória boa é memória de elefante, será que a sua anda assim? Bora testar aqui.

TRENDING

A ascensão do slow travel em 2026

(Imagem: Uai Turismo)

Que o bem-estar virou trend já não é novidade… Saúde mental, descanso e qualidade de vida entraram de vez no vocabulário coletivo — e nas decisões de consumo.

Mas, quando o assunto é viagem, uma tendência específica começa a ganhar força real para 2026: o slow travel, ou viajar devagar.

Mais tempo em um único lugar, experiências simples e uma relação menos performática com o descanso. A viagem deixa de ser aquela maratona de coisas, para se tornar um momento de pausa, algo que os dados já começam a confirmar.

Segundo o Destinations of The Year Report 2026, produzido por Expedia, Hotels.com e Vrbo, 84% dos viajantes globais afirmam ter interesse em viagens mais lentas e intencionais, priorizando relaxamento e conexão com o lugar.

Entre jovens adultos, o movimento é ainda mais forte: houve um aumento de 300% nas menções a estadias em áreas rurais e fazendas em avaliações de hóspedes na Vrbo nos últimos dois anos.

O tipo de experiência também mudou. O mesmo relatório aponta que 91% dos viajantes dizem ter interesse em viagens focadas em leitura, descanso e tempo de qualidade, e buscas por termos como “book retreats” e “slow vacations” cresceram significativamente no Pinterest e no Google ao longo de 2025. Não por acaso, destinos menores e cidades secundárias passaram a aparecer com mais frequência nas listas de “lugares do ano”.

TO EAT

Janeiro rima com praticidade. Para aqueles dias em que você quer uma refeição completa, mas não quer passar horas na frente do fogão, essa torta é a solução. O alho-poró traz uma sofisticação imediata ao clássico frango desfiado.

Ingredientes:

  • Recheio: 2 xícaras de frango desfiado, 1 talo de alho-poró picado e 1 pote de requeijão.

  • Massa: 3 ovos, 2 xícaras de leite, 1 xícara de óleo, 2 xícaras de farinha de trigo e 1 colher de fermento.

Modo de preparo: Em uma panela, refogue o alho-poró com o frango e misture o requeijão para dar cremosidade. No liquidificador, bata todos os ingredientes da massa até ficar homogêneo. Despeje metade da massa em uma forma untada, espalhe o recheio por cima e cubra com o restante da massa. Leve ao forno médio (180°C) por cerca de 40 minutos ou até dourar.

O resultado é uma massa fofinha com um recheio suculento que agrada toda a família.

TO WATCH & TO READ

(Imagem: Divulgação)

Chegou a época preferida da editoria: premiações de filmes. E um dos filmes mais comentados das últimas semanas tem sido esse. Em "Uma Batalha Após a Outra", DiCaprio entrega uma de suas atuações mais viscerais como Bob Ferguson, um ex-revolucionário em uma jornada frenética para salvar sua filha. O filme, que mistura ação, sátira política e um humor ácido, está dominando as premiações e é a grande aposta para o Oscar 2026.

(Imagem: Amazon)

Você já percebeu que as marcas que realmente amamos parecem "adivinhar" o que queremos? É o chamado poder da personalização em escala. Nesse livro, duas das maiores referências globais em AI e estratégia de mercado — revelam como usar a tecnologia para criar conexões reais. Neste guia prático, eles mostram que a AI não serve apenas para automatizar processos, mas para humanizar o atendimento a milhões de clientes ao mesmo tempo. Essencial para quem quer liderar na nova economia.

RODAPÉ
SUNDAY'S (the news)

A edição de domingo do seu jornal favorito. Nunca seja chato ou desinteressante — ainda mais no almoço de família. Com essa leitura, você terá sempre algo a acrescentar no almoço de logo mais.

  • Sentiu falta do termômetro? É proposital. Domingo vai ser sempre diferente dos dias comuns da semana.

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bom domingo e até amanhã!