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SUNDAY'S EDITION (19/04)

Bom dia! Na próxima terça-feira, chega ao fim a 26ª edição do Big Brother Brasil com um número que assusta: o vencedor vai sair de lá com R$ 5,44 milhões.
Pode até parecer que o programa "já deu o que tinha que dar" ou que ninguém mais presta atenção, mas a conta não fecha se a gente não olhar para os números por trás disso. Na edição de hoje, decidimos aprofundar na análise do porquê o reality, mesmo sendo criticado, ainda move cifras tão absurdas e atinge tanta gente.
Boa leitura e ótimo domingo!
QUOTE
O impossível só vira realidade se você tiver bem preparado quando a chance aparecer.
BIG STORY
Desde que a televisão existe, alguns programas conseguem parar o país. No Brasil, o reality show foi um desses formatos — e durante anos, o BBB foi o programa #1.
Talvez você não tenha acompanhado desde o início, mas se perguntar aos seus pais ou avós, vai lembrar que quando o Grande Irmão surgiu, o momento de assistir a televisão era sagrado.
O BBB1, quando começou em 2002, era um teste de formato: entender se o público brasileiro aceitaria acompanhar pessoas comuns por 24 horas e participar ativamente da eliminação de cada uma delas.

(Imagem: TV Globo)
O cenário funcionou por décadas, mas os números recentes mostram um desgaste. Basta colocar edições históricas lado a lado:
O BBB 5, em 2005, marcou 47 pontos de audiência — quase 7 em cada 10 televisões ligadas no Brasil estavam no mesmo canal, ao mesmo tempo.
Em 2020, o programa bateu outro recorde: o paredão entre Prior, Manu e Mari acumulou 1,5 bilhão de votos e entrou pro Guinness como a maior votação da história da TV no mundo.
Cinco anos depois e uma pandemia pra trás, o BBB 25 encerrou com 17 pontos. A pior audiência da história do programa.
O que explica a queda?
Pode ser que o ponto principal seja o formato. O reality show deixou de ser um experimento social e passou a ser visto com planejamento, quase um plano de negócios.
O boom do mercado de influência nas redes sociais fez o prêmio milionário virar detalhe perto do potencial de ter milhões de seguidores. Aquelas pessoas comuns, anônimas, que faziam parte da fórmula do sucesso, deram lugar a aspirantes a influenciadores.

(Imagem: TV Globo)
Ao mesmo tempo em que isso gera buzz e uma certa relevância para as personalidades convidadas, afasta o público que começou a assistir ao formato justamente pela identificação — “aquela pessoa ali me representa”.
Sem contar que o fenômeno do cancelamento passou a ser o maior adversário. Muitas vezes, participantes preferem “tirar a mão” para arriscar um contrato do lado de fora. O programa cresceu, mas foi um bye bye para espontaneidade.
Somado a isso, lembre que estamos cada vez mais digitais, em diferentes plataformas. Antes, a TV era a única janela para programas como esse.
Você era obrigado a esperar a novela terminar, para então assistir aos melhores momentos do dia anterior e as preparações para a prova.
Hoje, TikTok, Instagram, X, entregam o conteúdo com mais muita mais facilidade e velocidade. Cortes da briga do momento, highlights do dia, a disputa da prova em qualquer segundo.
O formato de 100 dias na televisão parece lento demais para uma audiência que consome o programa em pequenas pílulas, em tempo real, em qualquer rede social. Isso diminui a espera por aquele recap dos fatos no ao vivo, que antes era o diferencial.
O sintoma não é só brasileiro
Nos Estados Unidos, o segmento de reality está passando por uma correção severa. O volume de novas produções caiu 1/3 desde 2022 e canais tradicionais do gênero cortaram suas estreias pela metade.
O risco financeiro de uma produção cara já não compensa a audiência fragmentada. O mercado americano parece ter entendido que o "evento de massa" está perdendo a briga para o conteúdo de nicho.
Os números explicam o movimento:
Em 2024, o consumo de TV linear caiu 19% enquanto o streaming cresceu 5%.
Em maio de 2025, pela primeira vez na história, o streaming ultrapassou a TV a cabo e o broadcast combinados em tempo de visualização — 44,8% contra 24,1% e 20,1%.
O YouTube é o maior beneficiado disso tudo. E o maior exemplo de como o formato de reality migrou de tela é o MrBeast.

(Imagem: Youtube)
O Beast Games virou a série não roteirizada mais assistida da história do Prime Video, com 50 milhões de espectadores em 25 dias — e metade da audiência veio de fora dos Estados Unidos. Tudo isso sem depender de uma grade de programação, sem TV a cabo.
Você pode estar se perguntando porque estamos te contando tudo isso…
Para alguns, reality shows não passam de futilidade, mas o mercado não vê da mesma forma. No BBB26, mesmo sendo na sequência de uma edição que teve queda na audiência, a Globo dobrou o prêmio para R$ 5,44 milhões — o maior da história.
Se a gente dividir o prêmio pelo tempo de confinamento, o vencedor recebe R$ 54,4 mil por dia.
Para acumular esse patrimônio líquido partindo do zero, alguém que guarda R$ 10 mil por mês — algo bem acima da média — precisaria de 45 anos de trabalho, sem considerar juros.
Com esse valor, o campeão poderia comprar 70 carros populares à vista. Se ele decidisse morar em hotéis de luxo gastando R$ 1.000 por diária, ele teria 15 anos de hospedagem garantida sem precisar trabalhar um segundo.
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MANCHETES DO DIA
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(Imagem: Felipe Iruatã | FolhaPress)
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Hoje, o mercado de apostas esportivas virou um motor econômico gigantesco. Mas você sabia que tudo começou com um engenheiro nuclear entediado e computadores ultrassecretos?
Na década de 70, Mike Kent passava os dias testando reatores nucleares na Westinghouse, mas usava as máquinas potentes da firma — sem ninguém saber — para processar dados da NFL.
Enquanto os apostadores de Las Vegas iam no puro feeling, Kent criava os primeiros algoritmos de previsão da história.
Em 1979, ele largou a física, colocou US$ 100 mil no bolso e partiu para o deserto. Lá, montou a "Equipe de Computação" com um médico e um vendedor de carros.
O plano era profissional: Kent analisava variáveis invisíveis — como o desgaste de viagens longas — e uma rede de laranjas fazia as apostas simultâneas pelo país para não dar chance das casas reagirem.

(Imagem: Bloomberg | Cortesia Bill Nelson)
O sucesso foi tão absurdo que atraiu o FBI e a Máfia. Os federais grampearam mafiosos reais falando sobre um tal de "Computador" e acharam que tinham descoberto a maior quadrilha do país. No fim, todos foram absolvidos e o jogo das apostas mudou para sempre.
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APRESENTADO POR LITTLE BEAN
"Deixo de comer até pão, mas o café nãooo”
Essa foi uma das respostas que recebemos de um leitor no dia do café… e ele tem razão. O café está presente em 98% dos lares brasileiros, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC)
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TO GO
Sabe aquela história que parece de filme? É essa. No início do século passado, um homem sobreviveu a um genocídio porque sabia fazer pão. Capturado pelo exército turco, sua habilidade com as massas foi o que o manteve vivo e o trouxe para o Brasil. Ele passou essa arte para o filho, Pedro, que em 1973 fundou a Esfiharia Effendi ao lado da família. | ![]() |
Hoje, mais de 50 anos depois, a casa continua sendo um refúgio de tradição armênia comandado pelos netos e bisnetos. A obsessão deles é uma só: não mexer em nada. A massa e os recheios são os mesmos de décadas atrás.
📌 Esfiharia Effendi
Rua Dom Antônio de Melo, 77 — Luz | São Paulo, SP
⏰ Terça a Sábado: 10h00 - 15h50
Domingo: 10h00 - 14h30
🍸 A dica pode ser especificamente para os paulistas, mas essa newsletter, focada em lifestyle, viagens e experiência, te entrega a melhor curadoria de diferentes destinos.
APRESENTADO POR TNS BETTER WORK
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TO WATCH & TO READ
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EXTRA
Em quantas tentativas você acerta?
A gente começou a jogar Palavritas aqui no time, um jogo em que o objetivo é descobrir a palavra no menor número de tentativas possível.
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RODAPÉ
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