SUNDAY'S EDITION (22/03)

Bom dia! Há exatos 131 anos, em 1895, nesse mesmo 22 de março, os irmãos Auguste e Louis Lumière realizavam a primeira exibição privada de filmes da história, em Paris.

Acontece que, na época, os próprios inventores não botavam muita fé no negócio, eles chegaram a dizer que ‘‘o cinema é uma invenção sem futuro’’. Mal sabiam eles que aquele registro de operários saindo de uma fábrica daria origem a uma indústria que hoje movimenta mais de US$ 90 bilhões por ano e define a cultura global.

🗞️ Na edição de hoje vamos contar sobre o mercado de shows internacionais no Brasil, a nova onda da ‘‘solitude’’, as atualizações do final de semana e a curadoria das melhores dicas para você escolher o que fazer no domingo.

QUOTE

Eu nunca olhei para as consequências de falhar um lançamento importante. Por quê? Quando se pensa nas consequências, pensa-se sempre no resultado negativo.

Michael Jordan

BIG STORY

A era dos megaeventos no Brasil

(Imagem: Fábio Tito/g1)

Já se tornou normal a cada mês um anúncio de show novo por aqui. Além de tantos artistas que temos em casa, o Brasil se tornou um destino desejável para artistas internacionais, em um cenário de demanda que atende todos nichos.

Se antes vir ao país era visto como algo pontual ou até mesmo ‘’fim de turnê’’, hoje opera sob um bussiness milionário.

O encerramento do Lollapalooza 2026, que aconteceu esse final de semana em São Paulo e reuniu cerca de 300 mil pessoas, é só um em meio a shows, eventos e festivais que reafirmam o Braza como o segundo maior mercado de música ao vivo do planeta.

🇧🇷 Até o momento, tivemos e teremos esse ano por aqui: Kesha, Bad Bunny, My Chemical Romance, Doja Cat, Sabrina Carpenter, Chappel Roan, Guns N’ Roses, AC/DC, The Weeknd, Jonas Brothers, Harry Styles, Jason Mraz, Elton John, Demi Lovato…Imagine que ainda estamos somente em março.

O mapa das turnês agora deixa de olhar para o Brasil como uma alternativa restante e passa a enxergar como parada obrigatória na rota dos artistas.

(Imagem: Taba Benedicto/ Estadão)

O custo vs a experiência

Para entender como o país chegou ao topo das rotas internacionais, é preciso olhar para a profissionalização do setor de serviços. O interesse das agências globais em solo brasileiro escalou por três pilares estratégicos:

(i) O streaming. Quando artistas atingem o topo das paradas globais, São Paulo e Rio de Janeiro aparecem sistematicamente entre as cinco cidades que mais consomem esses artistas no mundo.

(ii) Estádios e arenas multiuso — expandidas justamente pensando em shows e eventos — permitiram que o país se tornasse um ‘’polo’’ na América Latina, antes perdendo para Argentina, Colômbia, Chile…O sucesso financeiro de uma turnê no continente hoje é calculado a partir das datas brasileiras. Se o show aqui esgota, a logística para países vizinhos se torna viável.

(Imagem: Adam Bettcher / Getty Images)

(iii) Lembra quando falamos sobre as treatconomics? A lógica por aqui funciona igual. Em um cenário onde a economia oscila e é incerta, o consumidor prioriza a ‘’experiência’’, em detrimento de bens mais caros. É o que explica ingressos de ticket médio elevado esgotarem em minutos para nichos tão distintos.

Essa capacidade de abraçar tribos tão diferentes — de K-pop ao reggaeton e ao rock clássico — é o que sustenta a confiança das grandes agências. Luis Justo, CEO da Rock World, responsável pelos grandes festivais do BR, conversou com a nossa equipe e reforçou que o país tem um hábito de consumo "transgeracional".

(Imagem: Francisco Costa | Divulgação)

"De um AC/DC a um BTS, você tem público consumidor para música ao vivo de todos os tipos. O Brasil é, por essência, muito diverso e isso se reflete nos gostos musicais. Além disso, o brasileiro, independente da idade, gosta do entretenimento ao vivo", explicou Justo.

Para o executivo, o país deixou de ser uma "alternativa" para se tornar um porto seguro por uma mistura de fatores que vão do clima à infraestrutura. "O despertar comercial, o tamanho do mercado consumidor e o surgimento de novos vênios e estádios construídos na Copa trouxeram novas possibilidades".

Ele ainda destacou o fator estratégico do calendário: enquanto o Hemisfério Norte enfrenta o inverno, o verão brasileiro permite que os artistas mantenham turnês outdoor ativas o ano todo.

E o engajamento? Justo confirma que o famoso "Please Come to Brazil" nos comentários do Instagram se tornou um dado estratégico. Os artistas monitoram essa atividade "incomum" dos brasileiros e usam isso como critério de desempate na hora de fechar a rota.

Para as grandes agências, funciona como um termômetro: o volume de interações indica não apenas popularidade, mas potencial de conversão em bilheteria.

Além do engajamento, há uma questão estratégica sobre como esses shows se distribuem no calendário. Apesar de um número alto de shows ‘‘solo’’, os festivais ainda não perderam o público.

Pelo contrário, o mercado observa justamente um fenômeno de retroalimentação. O festival funciona como uma vitrine de descoberta e uma plataforma de validação de marca para o artista.

Para o CEO da Rock World, essa relação é de reforço mútuo: o festival entrega a experiência da descoberta — onde o público vai por um nome e sai fã de outros dez — enquanto a turnê de estádio entrega a profundidade para o fã já convertido.

O exemplo que talvez esteja mais fresco na sua mente é o do Bruno Mars — citado por Justo, inclusive — a exposição das apresentações em festivais não saturaram a imagem, mas sim elevaram a relevância dele a um patamar que permitiu que no ano seguinte, em 2024, fizesse uma passagem de mais de 7 shows pelo país.

"A exposição do festival ajuda a relevância da turnê e vice-versa. Tem espaço e mercado para todos eles", afirma Justo.

Essa sinergia entre grandes turnês e festivais criou um ciclo virtuoso: o artista quer vir, o patrocinador quer investir e o público está disposto a pagar.

O desafio agora, para os próximos anos, é transformar o sucesso de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro em um modelo replicável para outras capitais, descentralizando a rota obrigatória e garantindo um maior fluxo.

Curiosidade: Assim como o "Índice Pizza" no Pentágono, os produtores locais monitoram o volume de buscas por passagens aéreas para SP meses antes do anúncio oficial de um line-up. Quando as buscas sobem sem motivo aparente, o mercado já sabe: o contrato foi assinado.

MANCHETES DO DIA

Pós-graduação cresce no Brasil, mas tempo e custo ainda são barreiras

Muitos profissionais desejam fazer uma Pós-graduação para avançar na carreira, mas esbarram em obstáculos como mensalidades altas e falta de tempo.

Por isso, as Pós-graduações do Senac EAD são pensadas para quem concilia desenvolvimento com uma rotina. Os cursos têm duração de 1 ano, são 100% a distância e contam com professores titulados.

Com nota máxima no MEC, o Senac EAD também oferece uma política de descontos de até 30%, com benefícios regionais e institucionais. 👉 Conheça os cursos disponíveis.

Você deveria se levar para sair

Você já desistiu de ir a um show, cinema ou restaurante porque não tinha companhia? Se sim, você faz parte da maioria. Um estudo revelou que as pessoas subestimam drasticamente o quanto aproveitariam uma atividade prazerosa se a fizessem sozinhas, temendo o julgamento alheio.

Em contrapartida, o movimento que antes era visto como ‘’solidão’’, está sendo ressignificado como ‘’solitude’’, cultivando a própria companhia.

De viagens solo a idas solitárias ao teatro, uma nova geração está descobrindo que "fazer planos consigo mesmo" é uma estratégia de bem-estar.

🧘 Thuy-vy Nguyen, investigadora do Laboratório da Solidão, explica que o medo de sair sozinho vem de um "julgamento internalizado". Achamos que o mundo está nos olhando e pensando: "Coitado, não tem amigos".

Quando você quebra essa barreira, o ganho é duplo:

  1. No cinema sozinho, o foco é 100% na tela. Em uma trilha solo, o foco é na natureza. Sem a necessidade de manter uma conversa, seus sentidos aguçam.

  2. "Se você esperar por alguém, nunca vai fazer nada". A liberdade de não ter que negociar o horário, o lugar ou o prato com ninguém vira um luxo.

Pode parecer contraditório, mas passar tempo sozinho melhora sua vida social. Virginia Thomas, professora de psicologia, nota que a solitude escolhida funciona como um "recarregamento".

"Quando nos damos o tempo sozinhos de que precisamos, nos sentimos rejuvenescidos. E então, temos mais a oferecer aos nossos relacionamentos quando retornamos ao mundo social."

Teste se levar para sair nesse domingo e nos conte.

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APRESENTADO POR SÓLIDES EDUCAÇÃO

Descaso com a saúde mental de funcionários está gerando multas

Com a última atualização da norma NR-1, a saúde mental dos funcionários passou a ser analisada de perto. Isso significa que, se não existir um plano para prevenir doenças como o burnout, a multa para a empresa pode chegar a R$ 6 mil por infração.

  • A boa notícia: Ainda dá tempo de se adequar. Para se ajustar, entender a norma em detalhes e prevenir riscos, existe um curso gratuito da Sólides Educação. Pegue sua vaga aqui.

TO EAT

Penne alla Vodka 🤌

Quer trazer um clássico para o seu almoço de domingo? Essa massa une cremosidade e um leve tom picante.

Ingredientes: 500 g de macarrão penne, 1 lata de tomate pelado (batido no liquidificador), 1/2 cebola picada, 2 dentes de alho amassados, 100 ml de vodka, 200 ml de creme de leite fresco, 50 g de queijo parmesão ralado, pimenta calabresa a gosto, azeite e sal.

Preparo: Cozinhe o penne em água salgada até ficar al dente. Enquanto isso, em uma frigideira grande, refogue a cebola e o alho no azeite com uma pitada de pimenta calabresa. Junte o tomate batido e deixe cozinhar por 5 minutos em fogo baixo. Despeje a vodka e espere o álcool evaporar por uns 2 minutos. Adicione o creme de leite, misture bem até o molho ficar laranja e ajuste o sal. Junte a massa cozida diretamente no molho, misture para envolver bem e finalize com o queijo parmesão por cima antes de servir.

DICA

Antes de você chegar na indicação do livro abaixo, a gente tem uma outra envolvendo leitura que tenho certeza que você vai querer fazer parte…

O app do the news deixa seu hábito muito mais legal. Você pode cronometrar seu tempo de leitura, fazer comentários sobre os livros e melhor: participar de desafios e rankings de amigos. Já pensou ser considerando o #ReiDaLeitura? Clica aqui para acessar.

Recado dado, agora pode descobrir seu próximo livro e adicionar por lá. Enjoy.

TO READ & TO WATCH

(Imagem: Amazon)

O segredo da excelência não é se esforçar mais, mas sim aprender a calar a autocrítica para deixar que o nosso potencial natural flua sem interferências. Em "O Jogo Interior do Tênis", o autor apresenta a tese: nós possuímos dois "eus". O "Eu 1" é a voz crítica, que julga e dá instruções constantes, enquanto o "Eu 2" é o nosso corpo e mente agindo por instinto e capacidade técnica.

(Imagem: Mubi)

O filme foca na relação desgastada entre um cineasta famoso e suas duas filhas, Nora e Agnes, que carregam mágoas de décadas. Valor Sentimental deixa de lado os grandes dramas para focar nos ensaios e nos bastidores de um novo projeto de cinema, onde o pai tenta contratar a própria filha para o papel principal. A obra utiliza uma "estética dos bastidores" para detalhar como uma jovem estrela de Hollywood acaba caindo no meio dessa briga familiar, documentando o momento em que a vida real e a ficção se misturam e forçam as irmãs a encararem o passado mal resolvido com o pai.

RODAPÉ
SUNDAY'S (the news)

A edição de domingo do seu jornal favorito. Nunca seja chato ou desinteressante — ainda mais no almoço de família. Com essa leitura, você terá sempre algo a acrescentar no almoço de logo mais.

  • Sentiu falta do termômetro? É proposital. Domingo vai ser sempre diferente dos dias comuns da semana.

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bom domingo e até amanhã!